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Módulos Expositivos

Acervos do Brasil: história, cultura e cidadania

A exposição Acervos do Brasil: história, cultura e cidadania busca refletir sobre a história econômica, social e cultural do Brasil, do Império à realidade contemporânea, e compartilhar o legado e a memória do Banco do Brasil, cuja trajetória caminha lado a lado com o desenvolvimento do país.

Num movimento a um só tempo retro e prospectivo, a exposição evidencia a natureza do Banco do Brasil como agente transformador da sociedade brasileira, a conexão com os momentos marcantes da história do país, o alcance do BB na atualidade, a relação com suas comunidades. Conferir essa experiência é um mergulho na história e na diversidade do Brasil, espelhadas pela pluralidade de um banco feito por mais de 109 mil funcionários.

O espaço da exposição, instalada no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília,  foi criado para  instigar e gerar pertencimento, onde o visitante pode conhecer as várias dimensões da atividade bancária e aprender mais sobre seu país – um espaço vivo, multivocal e composto pela história de muitos brasileiros.


MÓDULOS:


HISTÓRIA

A trajetória do Banco do Brasil e o desenvolvimento econômico e social do nosso país são indissociáveis. Ao longo de seus mais de dois séculos de existência, o Banco foi protagonista ou testemunha de diversos processos econômicos, culturais e sociais, e viveu, dentro de suas próprias estruturas, o reflexo desses percursos históricos, do Império ao Brasil contemporâneo.

Este módulo compõe um retrato da formação institucional do Banco do Brasil, entrelaçado aos legados, desafios e avanços do país, refletindo a consolidação de nosso processo democrático e apontando para a construção do futuro.

Das primeiras moedas cunhadas no início do século 19 ao mundo de transações online, passando pelo potencial transformador da educação corporativa, da cultura e do esporte – conheça a dimensão do Banco do Brasil e veja como isso tem a ver com você.

 

CULTURA E CIDADANIA

O espírito público norteia as ações do Banco do Brasil em múltiplos aspectos, ao longo de toda a história. Seu papel como agente fomentador de políticas públicas extravasa em muito o campo econômico, expressando-se em inúmeras ações culturais, esportivas, sociais e de promoção da cidadania. Quem não vibrou ao ver a seleção brasileira de vôlei masculino ganhar

o primeiro ouro olímpico em 1992?,Ou com o título mundial da seleção brasileira feminina de handebol, em 2013? Quem não  sentiu a experiência única do contato com as obras de Aleijadinho, Tarsila do Amaral, Iberê  Camargo, Monet, Picasso, Kandinsky e muitos outros artistas? Este módulo

explora os diversos aspectos da presença do Banco do Brasil na sociedade brasileira, como agente de formação de sua cultura e identidade, e apresenta o processo do colecionismo que resultou na formação de uma diversificada coleção de arte brasileira.

Do colecionismo à musealização

Muitas razões podem levar indivíduos e empresas a colecionarem arte. O colecionismo pode ser curioso, amador, aficionado por raridades, fascinado pelo insólito, desconcertante ou inovador, instigado pelas reflexões e emoções propiciadas pela experiência estética.

No caso do Banco do Brasil, como no de outras instituições financeiras brasileiras, a coleção formou-se sem uma política de acervo intencional. Foi-se constituindo a partir de incorporações de patrimônios de indivíduos e empresas, ou de aquisições pontuais, com a motivação de tornar mais convidativos os escritórios e as agências ou incentivar a produção de alguns artistas. Nesse processo, um conjunto único foi preservado, o que reflete a atuação institucional do BB voltada à valorização das artes, da cultura e da memória.

A coleção, até então dispersa em espaços do banco em vários pontos do país, vem sendo reunida e pesquisada, e seu potencial cultural e educacional começa a ser trabalhado. Reproduzimos intencionalmente neste espaço expositivo as características de uma reserva técnica, que é o local onde as obras de arte são armazenadas e estudadas. Aqui buscamos ressaltar o papel da exposição como potencializadora das coleções, com a principal vocação de compartilhamento com a sociedade, suscitando diálogos e apropriação coletiva.


Coleção de artes visuais: olhares sobre o Brasil

A coleção do Banco do Brasil abrange as múltiplas expressões da arte brasileira do século 20, em especial as questões exploradas entre as décadas de 1940 e 1980. Há obras de nomes ligados ao modernismo no Brasil, como Alfredo Volpi e Di Cavalcanti, mas predominam os artistas que despontam no circuito em meados do século, entre os quais Carlos Scliar, Aldemir Martins, Djanira, Arcangelo Ianelli, Wega Nery. Faz-se presente também a produção de vertente abstrata de cunho geométrico, assim como o abstracionismo lírico, representado por artistas nipo-brasileiros como Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Kazuo Wakabayashi, Tikashi Fukushima.

A discussão sobre modernidade e internacionalização na arte, que perpassa a cultura brasileira no período, relaciona-se com a arquitetura e a implementação de um projeto moderno brasileiro. Há na coleção obras de Oscar Niemeyer, Athos Bulcão e Roberto Burle Marx, figuras ligadas a esse movimento. No caso de Athos Bulcão, as gravuras reproduzem os padrões de azulejos criados para diversos edifícios públicos em Brasília, que marcam a paisagem urbana da capital federal.

Vale destacar a existência de um significativo núcleo de obras de artistas dedicados à gravura, como Fayga Ostrower, Marcelo Grassmann, Maria Bonomi, Edith Behring, Renina Katz, Anna Letycia e outros, com trabalhos de tônica expressionista ou com ênfase na dimensão poética, simbólica e subjetiva, muitas vezes numa síntese entre construção geométrica, rigor formal e traço livre.

O perfil dessa coleção, na qual estão presentes artistas com atuação nas diferentes regiões do país, liga-se à vocação do Banco do Brasil de ser o banco dos brasileiros. A diversidade da coleção é, assim, um espelho da diversidade do país. 

 

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